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Ave, César!

Neste domingo eu tinha uma torcida especial.  Talvez na avaliação de muita gente o ocorrido no feriado com o zagueiro César tenha sido mais um “fato lamentável” entre tantos protagonizados por marginais desocupados no futebol.  Mas eu enxerguei ali uma dose cavalar do que precisa o Flamengo.

César joga, é vaiado. César é demitido, “graças a Deus!”.  César é chamado de volta. Não faz biquinho, se apresenta e treina. Após o treino, vai prestigiar o clube que defende indo com a família assistir ao basquete.

E eu pergunto: Quantos voltariam? Quantos fariam de boa fé? Quantos peitariam as vaias de véspera? Quantos diriam: “Eu? Nessa puta crise? Pra ser Cristo de novo? Tô fora!”?

Ele voltou.

Foi agredido covardemente por um bando de marginais de merda que não respeitam nem uma criança no carro.  Chorou? Não.

Foi na rede social, disse que foi “organizada”, meteu o dedo na cara dos culpados, e ainda com a faca e o queijo nas mãos para ir de vilão a vítima, se negou.

“Não tem essa de me recusar a jogar. Estou a disposição”.

É por esse cara que eu sequer conheço que torci no jogo de hoje. Porque César pode não ser o zagueiro dos sonhos, pode não se firmar como titular e até mesmo ser demitido daqui semanas novamente.

Mas foi homem, honrou a camisa que vestiu, bancou sua posição e o Flamengo ganhou o jogo.

Ave, César! Que semana!

abs,
RicaPerrone

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