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Aplaudir ninguém quer

Foram anos de porradas, lamentações e auto-menosprezo.  Anos e anos vendo a Europa fazer compra do mês no nosso mercadinho e nossos times se refazendo todo começo de ano.

Anos e mais anos de criticas, exaltação aos hoje falidos clubes europeus e suas “mega administrações”,  entre outros. E hoje, com um baita contrato de TV, também criticado quando sugerido, com o país em alta, a economia andando e também os clubes tendo melhorado suas administrações, cá estamos.

Com os campeonatos começando e um saldo que ninguém fez questão de exaltar, como faziam quando negativo. Dos 12 grandes do futebol brasileiro, 9 jogadores sairam para o exterior (Fonte: Vai e vem da Globo.com) .  Entre eles, apenas Adilson (Gremio) e Mariano (Flu) podem ser considerados vendas de alto nível.

Paraiba, Jumar, Marlos, Fierro entre outras “coisinhas” não dá pra chamar de perda.

Mas aí você dirá que isso tudo é acaso, que manter o que temos não diz nada, etc. E ai eu te conto que no mesmo período, ou seja, de dezembro ao fim de janeiro, os mesmos 12 clubes trouxeram 12 jogadores de fora do país.

Confessa! Você achou que não ia ver o futebol brasileiro importando mais do que exportando, né?

Significa que somos a NBA do futebol? Não.  Significa que somos maiores que a Europa? Não.

Significa que, além da crise europeia, dos clubes de lá estarem quebrados devendo até o pescoço, os daqui não estão mais tão mal.  Se por um lado você dirá: “A economia é que cresceu”, eu tenho razoável argumento para defender nossos clubes, então, quando a economia ia mal. Não me parece justo que quando tudo dá errado é incompetência e quando o jogo vira é “sorte”.

Em 2012, senhores, a bola vai rolar com muitos de nossos grandes nomes jogando aqui. E em especial com uma novidade: Os times brasileiros, especialmente os grandes, mantiveram suas bases. Sabe aquele futebol que o Barça joga? Então, passa muito por “manter a base”.

Time que não joga junto não entrosa. Este ano teremos times ajeitados, não refeitos do zero como vinha sendo feito.

Resistimos a ofertas européias achando que somos um outlet e que podem comprar Neymar por preço de Pepe. Com sorte, mértitos e alguma mudança de mentalidade, crescemos.

Começamos 2012 com um cenário completamente diferente do que nos acostumamos a ver.

E aí eu pergunto, meus caros azedinhos: Cadê os elogios quando dá certo?

Longe do ideal, mas em alta num continente onde todos os demais estão quebrados e crescendo na contra-mão dos “donos da bola”  do velho continente.

As vezes merece um elogio, não?

abs,
RicaPerrone