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Aos campeões e vices, Feliz 2011!

Para alguns, euforia, para outros, decepção. Não pelo título, aposto. Apenas e somente pela rivalidade, que é maior do que os estaduais hoje em dia. Ser campeão sobre um pequeno não tira ninguém de casa as 18h pra comemorar. Contra um rival, alguns.

Hoje escolheremos heróis e vilões, pois mesmo incompativeis com o futebol atual, os estaduais tem final, o que já torna qualquer campeonato mais interessante.

Na Vila, um jogo chato. Mas o Santos foi melhor, porque é melhor.  Mas lá, sabemos, mesmo sendo exagero, será o “título que o Muricy deu ao Peixe”, porque gostam dele.

Mas não é! Aliás, quero parabenizar o Muricy pela sorte que o acompanha. Não?
” Mata-mata é sorte. é um jogo lá outro aqui…vc depende de o goleiro naõ falhar..de o juiz não dar um pênalti mal marcado… ..pontos corridos não, é o trabalho do treinador…”, Muricy, dezembro de 2010.

No Rio, onde um sujeito não faz o tipinho da mídia, “O Flamengo foi campeão”, jamais o “Wanderley deu algo”.

Aqui, como lá, se perder na quarta, será vaiado. Porque o estadual é um clássico com troféu, mais nada.

No Sul, como o Renato é mais “fanfarrão” e o Falcão elegante, fatalmente terá sido um título de técnicos, pois o grande atrativo deste gre-nal óbvio e anunciado desde a primeira rodada são os grandes ídolos no comando.

Em Minas, a justiça de ter colocado este time do Cruzeiro numa listinha de campeões. O Galo poderia ganhar pela camisa, até jogando mais, se fosse o caso. Mas por merecimento, este Cruzeiro, infeliz contra o Once Caldas, não podia sair sem nada.

Saiu com “quase nada”, mas é melhor do que nada.

Agora voltemos a realidade. Tudo que vivemos até hoje foi apenas um ensaio para o que interessa. Ninguém quer ganhar do Boavista, do Caxias, do Ipatinga e do Mogi Mirim. Ninguém aguenta, ninguém paga pra assistir, e os clubes quase pagam pra jogar.

É a pré-temporada de luxo brasileira, que dura 5 meses e só agrada dirigentes e times pequenos. Mas é assim que é, sem choro.

Nas quartas da Libertadores, semifinais da Copa do Brasil e diante de um Brasileirão cheio de grandes jogadores, podemos comemorar nosso reveillon nesta madrugada.

Enfim, teremos ao menos futebol. Pois só há futebol quando clubes grandes se postam em campo buscando vencer. 5 meses batendo em nanicos franco atiradores tentando os 10 minutos de fama. Pode isso? Ô se pode. Eles votam nas eleições de federações…

Se os estaduais não valiam nada até outro dia, não valem também hoje.

Para os vencedores, passou a valer as 18h. Para os derrotados, surge a “coerência” de quem disse, desde sempre, que não ligava pra “essa porcaria”.

Com algumas baixas consideraveis, casos dos brasileiros na Libertadores e dos grandes na Copa do Brasil, podemos imaginar um Brasileirão com força máxima desde o começo, menos pra Vasco e Santos, sobreviventes do semestre.

Aos demais, Feliz 2011!

abs,
RicaPerrone