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Algo mais

Era um morno clássico onde o empate representaria um bom placar pro visitante e a não derrota para o mandante, que beira a troca de comandante.

Até que Wellington e Emerson se empurram, os dois times se estranham e o jogo ganha um ar de decisão.

Não sei se foi notado por todos, mas daquele lance em diante o Corinthians ganhou todas as divididas e passou a não permitir que o São Paulo jogasse.

Como se a partir daquele momento o jogo de futebol ganhasse, enfim, o “algo mais” que todo clássico merece.

Não é tático, técnico, nem um problema no mapa astral de um dos goleiros. É meramente uma questão de personalidade.

A mesma que faz este time do SPFC ser um time “pra casar”, e que não “come ninguém”. A personalidade que faz do “maloqueiro e sofredor” um partido duvidoso, mas sempre rodeado de belas mulheres.

Ao São Paulo, parece que “tanto faz”. Antes do empurra-empurra, depois, pouca coisa mudou. O time entra, joga e sai de campo da mesma forma, sem nenhuma alteração no semblante dos jogadores, que parecem muito felizes com o dia-a-dia de quem treina, joga, recebe e vai pra casa dormir.

Não se trata de um time pouco profissional. Trata-se de um time profissional demais. Aquele que cumpre sua obrigação, mas que não sai da linha.

Quando sai, é pra se desequilibrar e ser expulso, não pra compensar com luta e desequilibrar a seu favor.

Do outro lado um time que entra e sai de campo olhando pra bola, gritando com o companheiro do lado, dividindo sem medo de perder o tornozelo e invariavelmente  se tornando o dono do jogo quando ele se torna mais do que apenas “um jogo”.

Hoje, como tem sido quase sempre, o equilibrio técnico entre os dois times sumiu no primeiro empurra-empurra generalizado que mexeu com o “algo mais” dos dois times.

Campeões tem sempre “algo mais”. E o jogo de hoje valia uma taça.

Deu a lógica, portanto.

abs,
RicaPerrone