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Ai, Jesus!

Um Fla-Flu que começou em cima da hora, longe dos 40 minutos antes do nada sugeridos por Nelson Rodrigues.  Jogo ruim, feio, nervoso, sem qualquer inspiração.

O Flamengo que não queria perder, o Fluminense que precisava ganhar.

Não há Fla-Flu com zebras, menos ainda com um “franco-atirador”.  Foi fácil estar em campo pelo lado rubro-negro neste domingo.  Não havia cobrança, a maioria na arquibancada era sua e os reservas escalados davam um ar de “o que vier é lucro”.

No Flu, mais pressão. Mesmo com um time mediocre e um ataque desproporcional aos anos anteriores, o time precisava vencer. E se vencer um Fla-Flu já é duro, imagine tendo sozinho toda a “obrigação” da vitória.

Cada bola que não entrava fortalecia o mais arrogante sentimento rubro-negro de soberania. Aquele que dizia desde o primeiro minuto em voz baixa: “Deixa vir, se não entrar aqui, no finalzinho a gente acerta um contra-ataque”.

Tem mil motivos para se vencer ou perder um jogo de futebol. Nenhum deles é tão determinante quanto a vontade da bola. Tem dia, meus caros, que ela simplesmente não quer entrar. E não vai.

E quando ela não quer entrar num lado e muito se insiste para que mude sua vontade, ela costuma entrar do outro só pra deixar claro quem manda.

Ritual comum. O time que mais tentou não fez, o que se contentava com o empate achou um contra-ataque em meio ao desespero do rival e levou 2 pontos extras de brinde.

Aos 44, contra um Fluminense brigando pra não cair, pertinho da final da Copa do Brasil, e com alguns reservas por mera opção.

O que pode deixar o rubro-negro mais insuportável do que nesta segunda-feira?

Talvez a quinta-feira.

abs,
RicaPerrone