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Abençoado futebol

Flamengo e Vasco não se encontraram pelo estadual. Um foi a campo desmoralizar de vez o adversário, o outro procurar uma semana de paz para trabalhar até concretizar a eliminação da Libertadores.

Eu não vi pênalti no Feltri, mas considero aceitável demais que se discuta.

Eu não vi nada de errado no pênalti do Léo Moura, porque foi pênalti.

Eu não vi um assalto a parte alguma, pois não há ladrão no mundo que seja burro ao ponto de não expulsar o centroavante do “encomendado” e esperar os 45 pra dar um pênalti indiscutível.

Eu não vi nada absurdo. Vi erros, como vejo em todos os jogos.

Mas o torcedor vê o que convém, o que o coração pede. E é natural que o vascaíno não aceite outra sugestão que não “o roubo”.

Mais natural ainda que o rubro-negro não veja nada além da vitória, e danes-se a Libertadores. Pelo menos até quinta.

Viram o Ronaldinho “decidir”, mas ele não decidiu. Ele se despediu.

Ao final, disse na TV que “quer sair pela porta da frente”.  Acabou a dúvida. Qualquer jogador, após vencer um clássico “quer ser campeão”, “quer dar a volta por cima”. Ele “quer sair”.

Pois que saia, e que pague pra sair. Se tiver postura firme, vai fixar um valor e mandar vir pagar. Se não, vai, de novo, fazer o que quer o Ronaldinho.

Basta. Ou não. Pois sabemos que um gol de pênalti no Vasco aos 45 pode sim mudar toda uma história dentro do Flamengo.

Do Engenhão hoje sai um Flamengo que, de novo, enganou. Um craque que se despede do clube por onde passou, quase sem ser notado, mas passou.

Um Vasco que poderia passar ileso pelo clássico, mesmo perdendo, e não quis. Preferiu fazer barulho, procurar culpados e se colocar como “perseguido”.

Não é um caminho que costuma dar certo. E não dará desta vez.

Vida que segue. Enquanto um se prepara para confirmar a vaga na Libertadores, o outro tem em seu capitão a figura de quem “se despede” antes mesmo da batalha final.

Se tem algo errado aí, não é nem no juiz, nem no Vasco.

Mas hoje não, esquece. O futebol é uma benção e vencer um clássico é redentor.

A crise é passado. O problema é que o clássico de hoje também será dentro de alguns dias.

abs,
RicaPerrone