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A mão do técnico

Você sabe quando está vendo algo ensaiado, algo coletivo ou um espetáculo individual.  Você conhece futebol o suficiente pra ver o que é um time bem armado e um time bagunçado.

Sabe que não é mole fazer um time jogar bola e vencer. Sabe também, com exemplos próximos e recentes, que é bem mais fácil vencer sem apresentar futebol.

O Santos recebeu o Fogão sob o argumento dos desfalques e, de novo, não jogou nada. O mesmo, diga-se, que jogava com todos eles a disposição. Mas hoje convém falar em desfalques, então, engula quem quiser.

Pouco importa. Muricy e sua mediocridade estão consagrados e não será colocado em discussão tão cedo. O que não podemos dizer do lado de lá, onde Oswaldo voltou do Japão sendo um ponto de interrogação.

Hoje, ainda sem poder cravar, dá pra rascunhar uma idéia. E é boa.

O Botafogo joga pelo chão, tem um padrão que independe de um jogador e mesmo com limitações de elenco, tem cara. Perde, ganha, empata, erra, acerta, mas insiste.

Oswaldo não parece mais ser aquele cara assustado que passava insegurança pro time e medo pra torcida. Parece mais forte, mais confiante, maduro.

Seu trabalho é muito bom. Se hoje o Botafogo não venceu foi por detalhe, assim como o time ser quinto no Brasileirão não gozando do elenco de tantos outos badalados clubes da série A, é um detalhe.

Você sabe a cada cruzamento do Santos que viu a mão do treinador. E sabe que as insistentes jogadas pelo chão, com qualidade e tocando a bola são obra de Oswaldo.

Não estou ousando compara-los. Muricy já ganhou tudo, é incontestável. Oswaldo ainda não. Por isso, no menor tropeço, terá seu julgamento.

Mas é certo que se no primeiro semestre de 2012 o Santos tivesse jogado como Botafogo e o Botafogo como Santos, Muricy estaria pedindo aumento, Oswaldo teria sido demitido.

abs,
RicaPerrone