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A imprensa e seu amor bandido

Você já tirou um minuto do seu dia para avaliar o absurdo que está acontecendo na seleção argentina e o quanto é desproporcional a opinião da mídia brasileira sobre o assunto?

Um jogador de futebol rejeita e diz que não quer mais a seleção.  Faça isso na sua cabeça com Coutinho, Neymar, Firmino, a puta que pariu. Tanto faz.

Qual a possibilidade de ser aceitável a idéia de que a seleção vá tentar convencer alguém que não a quer para voltar? Zero. Seria um massacre midiático sem precedentes contra a entidade e o treinador da seleção.

E o silêncio que se faz quando tudo isso acontece na seleção queridinha da mídia vira-latas é ainda mais constrangedor.

Precisou o Maradona, que é um idiota, mas um idiota com grife, dizer que é um absurdo pra que alguns aqui se tocassem no ridículo que está se prestando Messi, a seleção e o Bauza. E pra mim, pior, a mídia brasileira que ensaiou o ataque ao Neymar só do Micale sugerir sua saída, e que trata a volta de Messi com “fofura”.

“Ah que bom!”. “Ganha o futebol”.  “Acho que ele, fofo, repensou”.

Ora, vá tomar no cu. Com todo respeito.

O sujeito não joga na seleção o que se espera dele, nunca conseguiu porra nenhuma lá, não tem identificação nenhuma com o próprio país e é tratado como “queridinho” quando dá xiliquinho. Aí o nosso aqui ganha tudo que ganhou no futebol brasileiro, bate recordes de artilharia na seleção, jogou aqui, tem identificação, nem falou em sair e tomou porrada pela “idéia” dada pelo treinador.

É justo o Messi voltar pra seleção como herói após abandona-la? Ou ele deveria vir pedir desculpas e ELE PEDIR pra voltar, nunca o contrário?

Meus caros, o caso de amor entre imprensa brasileira e futebol argentino é explicado apenas com algum tipo de tese freudiana. E na falta de uma terapia em grupo, seguimos nesse manicômio a céu aberto esperando que alguém chore na tv quando a Argentina for eliminada pelo Brasil por “pena do Messi”.

É o amor bandido da imprensa brasileira. E pior: não é correspondido.

abs,
RicaPerrone

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