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A hora é essa

A sensação de nunca fomos tão roubados  é também consequência do fato de que nunca tanto ladrão foi preso.  Hoje a FIFA teve seu esquema, investigado há muitos anos, levado a público.

Prenderam uma duzia, tem mais uns 30 investigados, inclusive o presidente da UEFA, antes que algum delírio vira-lata comece a dizer que “o brasileiro faz mal ao futebol mundial”.

Pois bem. O que acontece na FIFA é simples. Estão cobrando dela através de meios legais algumas questões que nós não conseguimos, por exemplo, cobrar de federações no Brasil.  Na maior parte da Europa a lei também blinda esses caras. Mas nos EUA acharam um jeito de pegar.

Ótimo! Que os culpados morram em cana. E principalmente, que sirva de lição.

Mas a hora da verdade está chegando. Cada dia mais as coisas caminham pra um futebol globalizado onde todos se interessam em se dar bem. E neste dia os lavadores de dinheiro e bandidos internacionais terão que deixa-lo.

Insisto, boto a mão no fogo: O Eurico Miranda é estagiário perto dos dirigentes  de clubes europeus. Não na administração, mas na “malandragem”.

No dia que estourar, vai ser nossa chance, talvez a última. O futebol cairá no colo de alguém.  Esse alguém pode ser os EUA, pode ser o Brasil, até mesmo um país da Europa que consiga se esquivar da crise.

A Itália não conseguiu. Amarga um futebol bem inferior e menos rentável desde as denuncias de corrupção.  Vai acontecer também na FIFA, na Copa, na UEFA, na Libertadores…

Surgirão mais e mais Ligas. Menos poder a federações e confederações. Mais negócios claros e menos lavagem de dinheiro. Menos ricos de passado “estranho” brincando de Football Manager em times a venda. O Brasil, talvez, então, o único grande centro onde os clubes não foram vendidos.

E este dia pode chegar nos dando um tapa na cara que não nos permita levantar tão cedo ou nos empurrando pro topo de volta sem muito esforço.

Mas esse dia vai chegar.

E hoje ficou bem claro que ele não vai demorar. Eu conto os dias.  Porque de todos os “defeitos” do nosso futebol, o de não sermos “empresas” pode acabar salvando nossos clubes quando a casa cair pros “donos”.

abs,
RicaPerrone

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