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A Copa no Metrô

Era domingo, dia da final. Por volta das 13h o metrô já recebia aquela multidão que partia em direção ao estádio especialmente de azul e branco.

Embarcamos na Del Castilho e os argentinos começaram a cantar e provocar brasileiros nos vagões.  Pulavam, batiam nas paredes, tentavam de qualquer forma nos tirar do sério.

Até que na estação seguinte entra um negro de cabelos longos com um violão nas mãos. Ele pára, diz que vai cantar pra nós, e começa a tocar Milton Nascimento.

Num épico momento inimaginável em qualquer outro ambiente ou momento deste país, os brasileiros começaram a cantar com ele e o tom da música dos argentinos foi baixando, baixando, até se calar.

Em menos de 1 minuto Milton Nascimento calava um enorme grupo de argentinos que até chegaram a acompanhar o ritmo batendo nas cadeiras.

Era nosso jeitinho simpático de quebrar até a marra de quem nos provoca.

E assim fomos, ao som de Milton, Gil, Caetano e Djavan até o Maracanã.

Na saída, sugeri mais Milton  Nascimento. Mas acharam que seria provocativo se puxassemos:

“Solto a voz nas estradas, já não quero parar
Meu caminho é de pedras, como posso sonhar
sonho feito de brisa, vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar”.

abs,
RicaPerrone

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