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A bola de neve

O São Paulo é um clube muito difícil de diagnosticar e entender. Por um lado é enorme, por outro é um time que tem pouquissima pressão.  De alguma forma é um time de muita torcida, mas não tem uma torcida de massa.

Tem em seus ídolos os mais diferentes perfis. E seu momento de futebol não é o domingo a tarde, mas sim a quarta-feira a noite contra um time internacional.  Esse é o jogo do sãopaulino. É disso que ele vive, é por isso que ele espera.

Diga a um tricolor que está “fora da Libertadores” e ouvirá que “acabou o ano”.  Ninguém gosta mais de Libertadores do que o torcedor do São Paulo.

E quando um time em fase detestável vence por goleada uma partida importante, você tem duas direções:  ou o Trujillanos é um time inferior aos do estadual, onde o SPFC encontra dificuldade jogo a jogo, ou a bola de neve vai girar pro outro lado.

Boca! Pensem no Boca.  Quando ele passa de fase na Libertadores ninguém avalia os 11, apenas pensa: “é o Boca”.  Isso acontece na América toda com relação ao São Paulo.  Um time que jogou 15 pra chegar a final de 6 Libertadores assusta qualquer um. E quando esse time dá qualquer indício de reação, sendo num meio de semana a noite contra times internacionais, implica num estádio cheio na semana seguinte.

E dessa vez, pra valer. E se valer, será contra um River e não um coitado qualquer. E então, ali, unidos, podem sair do Morumbi a mais pesada camisa do país no cenário sulamericano e sua torcida. Num ritual sagrado de toda quarta-feira até que a taça os consagre.

Acredito? Não.  Duvido? Menos ainda.

É o São Paulo.  Favor respeitar.

abs,
RicaPerrone

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